Público e Privado: Fortalecer a parceria será o desafio das Câmaras Setoriais

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Os trabalhos das Câmaras Setoriais foram reabertos este ano com a tarefa de fortalecer a parceria entre o setor público e privado por meio de uma participação mais qualitativa com a apresentação de propostas, críticas e sobretudo de soluções, propôs o secretário de estado de Planejamento José Jorge do Nascimento Júnior. Instaladas em março de 2003, as Câmaras Setoriais são uma iniciativa do Governo do Estado para consolidar parcerias com o setor produtivo, por meio do debate, com o objetivo de definir políticas industriais que estimulem o desenvolvimento econômico do Estado.

Com representantes de entidades como o presidente da Federação da Agricultura do Estado do Amazonas (Faea) Muni Lourenço, e representantes das Câmaras da Indústria, Comércio e Serviços, Turismo, Micro e Pequenas Empresas, Agroindústria e Bioindústria a sessão de abertura foi uma das mais concorridas dos últimos, a primeira na gestão do secretário Jorge do Nascimento. Marcou também a despedida do secretário executivo de Desenvolvimento Nivaldo Mendonça da Seplan-CTI, que  pediu a exoneração do cargo para tratar de projetos pessoais. “O secretário Nivaldo não mediu empenho nestes dois últimos anos para executar projetos fundamentais mesmo com as limitações impostas pela crise”, ressaltou Jorge do Nascimento Júnior. Mendonça agradeceu a colaboração dos membros das Câmaras enquanto esteve à frente dessa interlocução.

As câmaras setoriais atuam como órgãos consultivos, para orientar os projetos a serem implementados pelo Governo voltados para o crescimento econômico na capital  e nos municípios do interior.

PONTE

Na prática, as câmaras setoriais,  fazem a integração entre as ações governamentais e os agentes econômicos privados, em conjunto com a classe trabalhadora. Também atuam como agente intermediário na promoção e defesa dos interesses do Amazonas.

Para que essa relação seja consolidada será necessário uma participação qualitativa de todos os envolvidos, ponderou Jorge do Nascimento. “Não adianta apenas reclamar. É preciso apresentar sugestões que sejam viáveis, para que todas as partes possam sair ganhando”, enfatizou o secretário. Ele garantiu aos empresários que nenhuma proposta apresentada ficará sem resposta “seja sim ou não”.

O presidente da FAEA Muni Lourenço disse que o setor renova a confiança e o engajamento do setor da Agroindústria na atuação das Câmaras Setoriais como  o melhor meio para tentar remover os entraves e buscar convergências entre os interesse do Estado e do setor privado.

Questões como o funcionamento do Distrito de Micro e Pequenas Empresas (Dimpe) e aperfeiçoamento das ferramentas para a promoção no mercado externo foram alguns dos pontos levantados pelos empresários presentes. Jorge do Nascimento Júnior se comprometeu a participar das reuniões setoriais para aprofundar os diversos assunto.

As reuniões das câmaras setoriais acontecem semanalmente obedecendo a um calendário anual.