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Polo agroindustrial em Humaitá pode gerar até 12 mil vagas

A cidade de Humaitá, a 696 quilômetros de Manaus, pode tornar-se um promissor centro agroindustrial nos próximos dois anos. As empresas Zagaia Agro e Sanfran Energy apresentaram, ontem, ao Governo projeto para instalação de um centro   de produção agropecuária e cadeias (clusters) integradas de serviços envolvendo logística, armazenamento e de geração de energia fotovoltaica no município, um investimento estimado em R$ 350 milhões, com previsão de geração de 12 mil empregos diretos e indiretos quando estiver operando em sua totalidade.

De acordo com o estudos preliminares do grupo de empresas, na produção de grãos a previsão é de faturamento de R$ 172 milhões e criação de 366 novas vagas com investimentos de R$ 112 milhões.

no setor de pecuária de corte a expectativa é de movimentação de R$ 48,2 milhões/ano. A geração de emprego é de cerca de 207 trabalhadores. Nesse segmento, os recursos a serem aplicados está na faixa de R$ 37 milhões.

O projeto define a formação de complexos agroindustriais com destaque para a implantação de parques de sistemas fotovoltaicos de alta geração, implantação de fábricas de ração animal e instalação de armazéns de alta tecnologia e abatedouros de suínos e aves.

O grupo assume, segundos os empresários Francisco Zamith Afonso de Almeida, da Zagaia, e Luiz Guilherme Zancaner, da Sanfran Energy, o compromisso de desenvolver todo o projeto com a utilização somente de áreas degradadas e campos inativos livre de queimadas e desmatamentos, e solicitar licenciamento prévio das áreas destinadas ao plantio de grãos no Ipaam,Semas, ICMBIO e Ibama. O grupo também garante instalar sistema de produção de energia solar limpa em Humaitá.

O compromisso social assumido pelo grupo é de desenvolvimento econômico social da região por meio de parcerias com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade de Estado do Amazonas (UEA) para a capacitação de mão de obra qualificada para o agronegócio. Também se compromete a investir na educação básica no município, em parceria em parceria com a Fundação Bradesco.

Para a cidade de Humaitá, especificamente, o compromisso é de contribuir para o aumento da arrecadação municipal e parceria para a formação de um plano diretor urbano e rural. A empresa considera implantar usina de geração de energia fotovoltaica no município.

Na parceria com o Estado o grupo espera a articulação com bancos e agências de fomento para a aquisição de linhas de crédito para viabilidade de financiamento do projeto e garantia de compra de parte da produção de ração para a aplicação nos projetos de piscicultura e avicultura.

Os empresários asseguram dizem que o projeto vai priorizar o zoneamento agropecuário sustentável com a formação de cooperativas integradas ao sistema privado e governamental.

 

NOVA MATRIZ

 

O projeto, segundo o secretário de estado de Planejamento, Jório Veiga, é de interesse do Amazonas porque atende a um projeto de política de diversificação da matriz econômica do Estado. “Se o projeto atender as normas ambientais, legais, com certeza é muito bem-vindo”. O secretário de Meio Ambiente, Eduardo Taveira, lembrou que o Estado tem áreas a serem desenvolvidas que necessitam de novas tecnologia para garantir a sustentabilidade dos empreendimentos.

Também participaram da reunião, organizada pelo secretário executivo de Desenvolvimento da Seplancti, Renato Mendes Freitas, o secretário de Estado de Fazenda Alex Del Giglio, o secretário de Estado de Produção Petrucio Júnior,que enfatizou a importância de contar com projetos de desenvolvimento nas cidades do interior observando a vocação econômica de cada região, e o presidente do Instituto de Proteção Ambiental  Juliano Valente e o presidente da Afeam Marcos Vinicius Castro.