PIB do Amazonas avança 2,83% e soma R$ 89 bilhões

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O Produto Interno Bruto (PIB) do Amazonas apresentou, em valores nominais, em 2016, um aumento de 2,83%, um total de R$ 89 bilhões, comparado a 2015, quando essa soma foi de R$ 86,6 bilhões, de acordo com dados apurados pela Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia e Inovação (Seplancti), em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Puxada pela Indústria Extrativista, o Estado sofreu, porém, uma queda no volume produtivo, 6,83%, o maior do País.  O estudo acerca do PIB amazonense, na íntegra, está disponível na página www.seplancti.am.gov.br.  

Com esse resultado, o Amazonas perdeu uma posição, saindo do 15º para o 16º lugar no ranking do PIB nacional. O PIB per capita do Estado, no mesmo período, fechou em R$ 22.145, acima dos R$ 21.979 do levantamento anterior.

O setor com maior participação no PIB local foi o de Serviços, com uma parcela de 49,05%, o equivalente a R$ 43,6 bilhões em 2016, em valores nominais, uma queda de 13,83% entre 2015 e 2016.

A Indústria contribuiu com R$ 26,3 bilhões, uma participação de 29,59% no bolo do PIB, acima 8,71% sobre o desempenho de 2015, quando foram apurado R$ 24,3 bilhões. Apesar do crescimento nominal, a produção física do setor teve uma queda de 10,95% no período. Por ramo de atividade, a Indústria de Transformação registrou um volume de R$ 20,8 bilhões, além dos R$ 17,3 bilhões. Em sentido inverso, a Indústria Extrativista amargou uma queda no valor nominal de 77,96%, totalizando R$ 329 milhões, depois de somar R$ 1,4 bilhão em 2015.   

O setor de Agropecuária, no ano 2016, registrou um volume de R$ 5,88 bilhões sobre R$ 5,79 bilhões apurado em 2015, um crescimento nominal de 1,49%. Apesar desse resultado, a participação do setor em relação ao PIB amazonense, 6,61%, foi menor quando observado o desempenho de 6,69% de 2015.

O PIB é a soma dos bens e serviços somados aos impostos, e permite analisar as dinâmicas das atividades econômicas e seus impactos sobre a economia. A metodologia do PIB faz uso do Sistema de Contas Nacionais do Brasil, implementada pelo IBGE, a partir de recomendações feitas pelas Organização das Nações Unidas (ONU). Por conta da consolidação dos dados estatísticos em todas as unidades federativas, o PIB tem uma defasagem de dois anos, sendo agora divulgado o resultado referente ao ano de 2016. Esse prazo está relacionado a realização de levantamento de produção de todos os serviços e das pesquisas sobre o comércio, indústria e outros segmentos, que após sua compilação final passam a ser incorporadas ao PIB.

OTIMISMO

A tendência é de melhora do cenário econômico nos próximos anos, na avaliação do secretário de Estado de Planejamento João Orestes Schneider, o que refletirá nos próximos resultados do PIB do Estado. Um indicativo nessa direção, observou o secretário, são os projetos industriais aprovados nas últimas reuniões do Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam), para Manaus e cidades do interior, que até o momento superam a faixa de R$ 7 bilhões. “Mesmo com a instabilidade gerada pela crise econômica nos últimos anos, o investidor vem mantendo investimentos no setor industrial, e a tendência é que esse movimento seja ampliado com a nova conjuntura política do País”, avaliou o secretário.

A perspectiva é de melhora do cenário econômico, com um crescimento de 1,78% em 2017, de acordo com os analistas da Seplancti. Um indicativo nesse sentido é o desempenho do Polo Industrial de Manaus, carro forte da economia local, que deve fechar com um crescimento de 22,99 entre 2016 e 2017. Outro indicador positivo é a projeção do IBGE quanto ao aumento da produção física, em torno de 4,10%, com destaque para a Indústria de Transformação, com ganhos estimados em 5,09% este ano.